Pausa da NBA irá durar pelo menos 30 dias

A pandemia do novo Coronavírus, que teve início no final do ano passado e explodiu neste começo de março culminou com a paralização de diversos eventos esportivos ao redor do globo, com o cancelamento de torneios de tênis, suspensão de torneios de futebol e adiamento do início da temporada do Mundial de Fórmula 1. E a NBA não ficou de fora, tendo a sua temporada paralisada na última quarta-feira.

A paralização da NBA foi anunciada às pressas após o pivô francês do Utah Jazz Rudy Gobert testar positivo para o COVID-19, momentos antes de entrar em quadra para a partida contra o Oklahoma City Thunder. Gobert foi acusado de ser negligente com os cuidados propostos pela liga e inclusive seu companheiro de time Donovan Mitchell também acabou exposto ao vírus e também foi contaminado, se tornando o segundo atleta profissional da NBA com o novo Coronavírus.

Perguntado sobre o quanto tempo pretende manter a liga paralisada, o comissário Adam Silver foi categórico em suas palavras:

– “A atual situação vai durar ao menos um mês. Meu pensamento era que, mesmo que estivéssemos sem jogos por um mês, mesmo que estivéssemos fora por seis semanas, ainda poderíamos reiniciar a temporada. Isso pode significar que as finais ocorram no fim de julho. Acho que é prematuro pensar que perdemos a temporada”.

Neste primeiro momento, um cancelamento do restante da temporada parece improvável, mesmo com todos os casos que aparecem do novo vírus nos Estados Unidos dia após dia. Sem muitos testes para a população por conta dos altos custos dos planos de saúde no país, até aqui os americanos já viram 25 mortes oficiais em 696 casos confirmados até aqui.

O motivo principal de um cancelamento da temporada 2019-2020 da NBA ser encerrada prematuramente é, antes de mais nada, financeiro. Estudos recentes do economista Scott Kaplan da Universidade da Califórnia dizem que a perda potencial da Liga caso os jogos não retornem neste ano seriam avaliados entre US$ 1 e US$ 2 bilhões, que em valores atuais chegariam perto dos R$ 10 bilhões.

Além da liga, jogadores e funcionários das franquias também teriam perdas substanciais. Um bom exemplo é o de LeBron James, que segundo o mesmo estudo teria perdas de aproximadamente US$ 8,9 milhões.

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