Polêmica no basquete espanhol

Mulheres, direitos e problemas. Não é apenas no brasil e no mercado de trabalho que as polêmicas envolvendo direitos da mulher geram revolta, no esporte também acontecem vários casos, como prêmios menores, pouco incentivo e agora mais especificamente na Espanha, mulheres que engravidarem terão os seus contratos interrompidos, será demissão por justa causa.

Os veículos de imprensa noticiaram durante a semana que os contratos da liga feminina indicam que o rompimento do acordo se dará “se as jogadoras não cumprirem as normas das federações no controle antidoping ou explicitamente se ficarem grávidas”.

A polêmica cláusula foi comprovada por imagens divulgadas pela imprensa. Essas ainda mostram esse conteúdo em espanhol e inglês, deixando poucas dúvidas sobre as intenções dos acordos e movimentando o cenário do esporte mundial.

A regra além de causar alvoroço ainda vai contra a própria legislação nacional. E uma das principais vozes é a de Ana Muñoz, ex-presidente do Conselho Superior de Esportes (CSD), órgão autônomo do governo espanhol. Ela ataca diretamente a clausula e acredita que isso é uma vergonha total.

“Isso é uma vergonha, uma ilegalidade e uma grande injustiça. E isso não acontece só no basquete. As mulheres precisam de apoio para mostrar o que ninguém quer ver”, protestou.

Não há nenhum caso oficial de demissão por justa causa motivada por gravidez até hoje pelo menos no cenário europeu, Mas a existência da cláusula já merece muito protesto, segundo Ana.

“Em temas como esse, de injustiças e de violação de direitos fundamentais, quem fica em silêncio é cúmplice. É preciso falar sobre isso”, completou.

O caso das mulheres no mundo dos esportes é algo que deve chamar atenção mundial mesmo, são muitos problemas e desigualdade em pleno século 21 onde os direitos são iguais.

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